Gastrite e H. pylori: quais sintomas observar e o que os estudos dizem sobre probiótico
Share
Gastrite e H. pylori: quais sintomas observar e o que os estudos dizem sobre probióticos
Quem pesquisa gastrite e H. pylori normalmente já passou da curiosidade básica. A dúvida costuma nascer de sintomas repetidos: queimação, dor no estômago, arrotos frequentes, azia, náusea, sensação de estômago alto, barriga inchada ou desconforto depois das refeições.
Também é comum que essa busca apareça depois de um exame positivo para H. pylori, durante um tratamento com antibióticos ou quando os sintomas voltam mesmo após mudanças na alimentação. Nesse ponto, a pergunta não é apenas “o que é gastrite?”, mas “o que pode estar sustentando esse desconforto e onde os probióticos entram nessa história?”.
Resposta rápida
Gastrite pode estar associada a queimação, dor ou desconforto na parte alta do abdômen, náusea, empachamento, sensação de estômago cheio, arrotos e piora depois das refeições. H. pylori é uma das causas importantes de gastrite crônica, mas não explica sozinho todos os sintomas digestivos (NIDDK, s.d.).
Probióticos não devem ser apresentados como cura, erradicação ou substitutos do tratamento indicado para H. pylori. Nos estudos, eles aparecem principalmente como suporte adjuvante, associados à terapia padrão, especialmente quando o protocolo envolve antibióticos e pode gerar desconfortos digestivos (WGO, 2021; Yang et al., 2024).
Por que gastrite e H. pylori aparecem juntos?
A relação entre gastrite e H. pylori é importante porque a bactéria pode participar de um processo inflamatório persistente na mucosa do estômago. Essa associação aparece com frequência em discussões sobre gastrite crônica, úlcera péptica e investigação de sintomas dispépticos (Malfertheiner et al., 2022).
Mas H. pylori não deve virar explicação automática para qualquer desconforto digestivo. Uma pessoa pode ter a bactéria e poucos sintomas, enquanto outra pode sentir queimação, arrotos e estufamento sem apresentar infecção confirmada.
Quais sintomas observar na gastrite?
Os sintomas mais associados à gastrite e aos quadros dispépticos incluem dor ou desconforto na parte alta do abdômen, queimação, náusea, empachamento, sensação de estômago cheio, perda de apetite, digestão lenta e piora depois das refeições.
Na linguagem real, muita gente descreve como “estômago alto”, “comida parada”, “pressão por dentro”, “barriga armada” ou “cheio mesmo comendo pouco”. Essas expressões ajudam a entender o padrão do sintoma, mas não fecham diagnóstico sozinhas.
H. pylori sempre causa sintomas?
Não. Muitas pessoas com H. pylori podem não perceber sinais claros. Outras apresentam dor no estômago, náusea, perda de apetite, inchaço, arrotos, sensação de empachamento ou desconforto abdominal (NIDDK, s.d.).
Por isso, sintomas não bastam para confirmar H. pylori. A presença da bactéria precisa ser investigada por exames apropriados, conforme avaliação profissional.
H. pylori pode causar arrotos?
Arrotos frequentes podem aparecer em pessoas com má digestão, refluxo, gastrite, sensação de estômago cheio ou distensão abdominal. Também podem ter relação com comer rápido, falar durante as refeições, bebidas gaseificadas ou excesso de ar engolido.
O H. pylori pode estar presente em pessoas com sintomas dispépticos, mas arroto isolado não confirma infecção. Quando os arrotos vêm com queimação, náusea, dor no estômago, empachamento ou perda de apetite, a investigação faz mais sentido.
Arrotos frequentes indicam problema no estômago?
Nem sempre. O arroto pode vir de um componente gástrico, mas também pode estar ligado ao comportamento alimentar, ao refluxo, à distensão abdominal, à fermentação intestinal ou à sensibilidade digestiva.
O erro comum é interpretar o arroto como sinal único de H. pylori. Na prática, ele deve ser lido junto com horário, frequência, refeições, presença de azia, náusea, gases e hábito intestinal.
H. pylori pode causar azia?
A azia costuma ser descrita como queimação. Em algumas pessoas, parece vir da região do estômago; em outras, sobe para o peito ou garganta, o que aproxima a conversa do refluxo gastroesofágico.
Gastrite e refluxo não são a mesma coisa. A gastrite envolve irritação ou inflamação da mucosa do estômago; o refluxo envolve retorno do conteúdo gástrico para o esôfago, podendo causar queimação, regurgitação e gosto amargo (NICE, 2014).
Quando a azia parece gastrite?
A confusão acontece porque a pessoa sente queimação e chama tudo de gastrite. Só que a queimação pode vir do estômago, do esôfago, de refluxo, de dispepsia ou de uma combinação de fatores.
Quando a azia é recorrente, piora à noite, aparece com regurgitação ou exige uso frequente de antiácidos, vale investigar com orientação profissional. O nome popular do sintoma não substitui a avaliação da causa.
Gastrite pode causar barriga inchada?
Gastrite pode causar sensação de estômago alto, peso, empachamento e desconforto após comer. Muitas pessoas chamam essa sensação de barriga inchada, embora o incômodo esteja mais concentrado na parte superior do abdômen.
Mas barriga inchada também pode vir do intestino. Gases, constipação, fermentação, sensibilidade digestiva, alimentação e microbiota intestinal podem gerar distensão abdominal, principalmente quando o inchaço piora ao longo do dia.
Quando o inchaço pode ser intestinal?
O inchaço tende a sugerir participação intestinal quando vem com gases, intestino preso, alteração das fezes, desconforto baixo no abdômen ou sensação de distensão que aumenta ao longo do dia. Nesse cenário, olhar apenas para o estômago pode deixar parte do quadro fora da investigação.
Isso não exclui gastrite nem H. pylori. Apenas mostra que o sistema digestivo é integrado, e que a mesma pessoa pode ter sintomas gástricos e intestinais ao mesmo tempo.
Nem todo desconforto digestivo é gastrite
Muita gente usa “gastrite” como nome geral para qualquer desconforto digestivo. Isso é compreensível, mas impreciso.
Queimação, náusea, estufamento, arrotos e sensação de má digestão também podem aparecer em refluxo, dispepsia funcional, constipação, intolerâncias alimentares, síndrome do intestino irritável e alterações da microbiota.
O que é dispepsia e por que ela importa?
Dispepsia é um termo usado para descrever desconfortos na parte alta do abdômen, como dor, queimação, empachamento, plenitude pós-prandial e saciedade precoce. Em linguagem comum, muita gente chama isso de “gastrite”, mesmo quando a causa não está restrita à mucosa gástrica.
Esse detalhe muda a conversa. Se a pessoa tem sintomas persistentes, a investigação precisa considerar gastrite, H. pylori, refluxo, uso de medicamentos, alimentação, intestino e histórico clínico.
Toda gastrite é causada por H. pylori?
Não. H. pylori é uma causa importante de gastrite, especialmente gastrite crônica, mas não é a única. Uso frequente de anti-inflamatórios, álcool, refluxo biliar, gastrite autoimune e outras agressões à mucosa também podem estar envolvidos (NIDDK, s.d.).
Esse ponto evita dois erros. O primeiro é culpar a bactéria por tudo. O segundo é ignorar fatores de rotina, medicamentos e hábitos que podem manter a irritação gástrica.
Anti-inflamatórios podem piorar gastrite?
Podem. O uso frequente de anti-inflamatórios não esteroidais é uma causa reconhecida de gastrite e gastropatia, porque pode reduzir mecanismos naturais de proteção da mucosa gástrica (NIDDK, s.d.).
Quem sente queimação recorrente e usa medicamentos para dor com frequência deve conversar com um profissional de saúde. Trocar, interromper ou combinar medicamentos por conta própria não é seguro.
H. pylori sempre precisa ser tratado?
A decisão sobre tratar H. pylori depende de avaliação profissional, exames, histórico e contexto clínico. Quando há indicação de erradicação, o protocolo costuma envolver combinação de medicamentos, frequentemente com antibióticos e supressão ácida.
As diretrizes atuais reforçam que a escolha do tratamento deve considerar resistência bacteriana, uso prévio de antibióticos, adesão e tolerabilidade. O American College of Gastroenterology atualizou recomendações em 2024 e destaca a terapia quádrupla com bismuto por 14 dias como regime preferencial em muitos pacientes sem tratamento prévio, quando apropriado (Chey et al., 2024).
Por que não improvisar tratamento para H. pylori?
H. pylori não deve ser tratado com tentativa aleatória, suplemento isolado ou antibiótico interrompido no meio do caminho. A falha terapêutica pode dificultar condutas futuras e aumentar a complexidade do cuidado.
O melhor caminho é seguir o protocolo indicado, comunicar efeitos adversos e confirmar a erradicação quando o profissional solicitar. A adesão importa tanto quanto a escolha do medicamento.
O tratamento de H. pylori pode mexer com a microbiota?
Pode. Protocolos de erradicação frequentemente envolvem antibióticos, e antibióticos podem alterar temporariamente o equilíbrio da microbiota intestinal.
Algumas pessoas relatam diarreia, náusea, gosto metálico, dor abdominal, gases, constipação ou desconforto digestivo durante o tratamento. Esses efeitos devem ser informados ao profissional, principalmente quando dificultam a continuidade.
Por que a tolerabilidade digestiva importa?
A tolerabilidade é importante porque um tratamento desconfortável pode reduzir adesão. Se a pessoa sente náusea, diarreia, dor abdominal ou alteração intensa do paladar, pode pensar em parar antes do tempo.
Esse é um dos pontos em que os probióticos aparecem nos estudos. A pergunta não é se eles substituem o tratamento, mas se podem apoiar conforto gastrointestinal e microbiota quando usados como adjuvantes.
Probióticos tratam H. pylori?
Probióticos não devem ser apresentados como cura, erradicação ou substitutos do tratamento indicado para H. pylori. Nos estudos, eles aparecem principalmente como suporte adjuvante, associados à terapia padrão, especialmente quando o protocolo envolve antibióticos e pode gerar desconfortos digestivos.
A conversa, portanto, não é sobre “tratar H. pylori com probiótico”. É sobre apoiar microbiota, tolerabilidade digestiva e conforto gastrointestinal durante um processo que continua dependendo de diagnóstico, prescrição e acompanhamento.
O que os estudos dizem sobre probióticos e H. pylori?
A World Gastroenterology Organisation reconhece que há alegações de papel dos probióticos na redução de efeitos adversos e possivelmente na melhora de desfechos, mas ressalta a necessidade de evidências de melhor qualidade (WGO, 2021).
Uma umbrella review publicada em 2024 observou associação entre suplementação probiótica e melhores taxas de erradicação quando combinada ao tratamento padrão, além de menor risco total de efeitos colaterais. Ainda assim, esse achado não transforma probiótico em tratamento isolado, nem permite generalizar qualquer produto para qualquer paciente (Yang et al., 2024).
Probióticos ajudam na gastrite?
Depende do que a pessoa quer dizer com “ajudar”. Se a pergunta for sobre curar gastrite, tratar H. pylori ou substituir medicamento, a resposta é não.
Se a pergunta for sobre suporte à microbiota, conforto gastrointestinal e tolerabilidade digestiva em alguns contextos, a conversa fica mais adequada. Probióticos podem ser considerados como parte de uma estratégia adjuvante, desde que isso faça sentido para o caso.
Probiótico é tudo igual?
Não. “Probiótico” é uma categoria, não um ingrediente único. Segundo o NCCIH, probióticos são microrganismos vivos que se destinam a oferecer benefícios à saúde quando consumidos ou aplicados ao corpo (NCCIH, 2024).
Na prática, isso significa que dois probióticos diferentes não podem ser tratados como equivalentes só porque ambos usam a palavra “probiótico” no rótulo. Gênero, espécie, cepa, dose, estabilidade e contexto de uso importam.
Por que a cepa probiótica importa?
A cepa é uma parte essencial da identidade do probiótico. Estudos feitos com uma cepa não devem ser automaticamente transferidos para outra.
Nos estudos sobre H. pylori, aparecem diferentes cepas e combinações, incluindo grupos de Lactobacillus, Bifidobacterium e Saccharomyces boulardii. Os resultados variam, por isso frases como “qualquer probiótico ajuda” são imprecisas.
Onde entra o LGG nessa conversa?
O Lactobacillus rhamnosus GG, conhecido como LGG, é uma cepa amplamente estudada em saúde gastrointestinal. Isso não significa que ele deva ser apresentado como tratamento para gastrite ou H. pylori.
A forma mais correta de inserir o LGG nessa conversa é falar de suporte à microbiota, equilíbrio gastrointestinal e uso adjuvante em contextos nos quais a saúde digestiva está em foco. Quando há H. pylori confirmado, qualquer conduta deve respeitar diagnóstico, prescrição e acompanhamento profissional.
O Bio Nutricci entra como tratamento?
Não. O Bio Nutricci não deve ser comunicado como tratamento de gastrite, H. pylori, refluxo ou qualquer condição clínica. Ele é um suplemento alimentar com cepa probiótica, e seu papel deve ser apresentado com responsabilidade.
Dentro deste tema, a comunicação mais segura é falar em suporte à microbiota e à rotina gastrointestinal, sem prometer cura, erradicação, reversão clínica ou substituição de medicamentos prescritos.
O que observar antes de perguntar sobre probióticos?
Antes de perguntar “qual probiótico usar?”, vale organizar o quadro. Existe exame positivo para H. pylori? Os sintomas são mais gástricos ou intestinais? Há azia, refluxo, arrotos, náusea, dor, constipação, diarreia ou gases?
Também importa saber se a pessoa está usando antibióticos, se já tratou H. pylori antes, se teve efeitos adversos importantes, se usa anti-inflamatórios com frequência ou se os sintomas voltaram depois de um protocolo anterior.
Como conversar com o profissional de saúde?
Uma boa consulta começa antes da consulta. Anote quais sintomas aparecem, quando começaram, se pioram após refeições, se acordam à noite, se vêm com gases, intestino preso, diarreia, náusea ou perda de apetite.
Se a dúvida for probiótico, pergunte de forma objetiva: faz sentido no meu caso, em qual momento, por quanto tempo, com qual objetivo e junto de qual conduta principal? Essa pergunta é melhor do que simplesmente perguntar “qual é o melhor probiótico?”.
Quando procurar avaliação com mais urgência?
Alguns sinais pedem avaliação profissional mais rápida: perda de peso sem explicação, vômitos persistentes, sangue no vômito, fezes muito escuras, anemia, dificuldade para engolir, dor intensa, piora progressiva ou sintomas que persistem apesar de cuidados iniciais.
Esses sinais não significam automaticamente uma condição grave, mas não devem ser ignorados. Eles ajudam a separar desconfortos comuns de situações que exigem investigação mais cuidadosa.
Estudo de caso editorial: arrotos, azia e H. pylori positivo
Uma pessoa adulta sente arrotos frequentes, queimação na parte alta do abdômen e sensação de estômago cheio depois de pequenas refeições. Depois de avaliação, o exame confirma H. pylori.
Nesse cenário, a prioridade não é escolher um suplemento por conta própria. O ponto central é discutir com o profissional de saúde o protocolo de erradicação, os possíveis efeitos adversos e a necessidade de confirmação posterior da eliminação da bactéria.
Como o probiótico entra nesse caso?
O probiótico pode entrar como tema de conversa, especialmente pela relação com tolerabilidade digestiva e microbiota durante o uso de antibióticos. Mas ele não substitui o tratamento indicado.
Esse caso mostra a diferença entre sintoma e diagnóstico. Quando há exame positivo, a conversa muda: o foco deixa de ser apenas “o que estou sentindo?” e passa a incluir conduta, adesão, tolerabilidade e acompanhamento.
Estudo de caso editorial: barriga inchada e suspeita de gastrite
Outra pessoa sente barriga inchada todos os dias, gases, desconforto abdominal e arrotos. Ela pesquisa gastrite, mas percebe que o inchaço piora ao longo do dia e melhora parcialmente depois de evacuar.
Aqui, o intestino precisa entrar na investigação. Pode haver constipação, fermentação intestinal, sensibilidade digestiva, padrão alimentar inadequado ou alteração da microbiota.
O que esse caso ensina?
Esse cenário não exclui gastrite, mas impede uma conclusão apressada. Nem todo inchaço vem do estômago, e nem todo desconforto digestivo começa no H. pylori.
A pergunta mais útil é: o sintoma parece mais alto e ligado à refeição, ou parece mais intestinal e ligado a gases, fezes e distensão ao longo do dia? Essa diferença ajuda a orientar a conversa com o profissional.
Estudo de caso editorial: antibiótico e desconforto digestivo
Uma pessoa inicia tratamento para H. pylori e, nos primeiros dias, percebe náusea, alteração de paladar, intestino solto e desconforto abdominal. Por incômodo, pensa em parar o protocolo.
Esse é um ponto delicado. Interromper antibiótico sem orientação pode comprometer a erradicação e dificultar novas condutas.
O que fazer nesse cenário?
O melhor caminho é conversar com o profissional que prescreveu. Ajustes de horário, orientações de uso, manejo de efeitos adversos e eventual uso adjuvante de probióticos devem ser avaliados caso a caso.
Esse caso mostra por que tolerabilidade digestiva não é detalhe. Ela pode influenciar adesão, conforto e continuidade do tratamento.
Estudo de caso editorial: sintomas voltam depois do tratamento
Uma pessoa tratou H. pylori, melhorou por algumas semanas, mas depois voltou a sentir queimação, estômago alto e arrotos. Ela conclui que “a bactéria voltou”, mas ainda não repetiu exame.
Essa conclusão pode ser precipitada. Sintomas podem voltar por refluxo, dispepsia funcional, alimentação, uso de anti-inflamatórios, estresse fisiológico, alterações intestinais ou falha na erradicação.
Quando repetir exame entra na conversa?
Em muitos casos, o profissional pode solicitar teste de confirmação após o tratamento, respeitando o intervalo adequado. O NIDDK menciona que pode ser recomendado novo teste para verificar se a infecção foi eliminada (NIDDK, s.d.).
O ponto é não decidir sozinho. Sintoma recorrente merece investigação, mas não confirma automaticamente que o H. pylori voltou.
FAQ: gastrite, H. pylori, sintomas e probióticos
Gastrite pode causar barriga inchada?
Pode causar sensação de estômago alto, peso, empachamento e desconforto após comer. Mas barriga inchada também pode ter relação com intestino, gases, constipação, fermentação, alimentação e microbiota intestinal.
H. pylori causa inchaço?
H. pylori pode estar associado a dor no estômago, gases, inchaço, náusea e desconforto em algumas pessoas. Mas muitas pessoas infectadas não apresentam sintomas claros, e a confirmação depende de exames.
Gastrite dá arrotos?
Arrotos podem aparecer junto de má digestão, refluxo, sensação de estômago cheio e irritação gástrica. Arrotos isolados não confirmam gastrite, mas quando são frequentes e vêm com queimação, náusea ou dor, vale investigar.
Arrotos frequentes podem ser sinal de H. pylori?
Podem aparecer em pessoas com sintomas digestivos associados ao H. pylori, mas não confirmam infecção. Arrotos frequentes podem ter várias causas, como refluxo, aerofagia, gastrite, alimentação, fermentação e sensibilidade digestiva.
H. pylori pode causar azia?
Pode coexistir com sintomas de queimação e desconforto gástrico, mas azia também é muito associada ao refluxo. Por isso, azia recorrente deve ser avaliada dentro do quadro completo.
Toda gastrite é causada por H. pylori?
Não. H. pylori é uma causa importante de gastrite crônica, mas não é a única. Anti-inflamatórios, álcool, refluxo biliar, gastrite autoimune e outras irritações da mucosa também podem estar envolvidos.
Como saber se tenho H. pylori?
A confirmação depende de exames indicados por profissional de saúde, como teste respiratório, exame de fezes ou endoscopia com biópsia, conforme o caso. Sintomas sozinhos não confirmam H. pylori.
Probióticos tratam H. pylori?
Não como tratamento isolado. Os estudos avaliam probióticos principalmente como adjuvantes à terapia convencional, com possível apoio à tolerabilidade digestiva, à microbiota e à redução de alguns efeitos adversos.
Probióticos curam gastrite?
Não. Probióticos não devem ser apresentados como cura para gastrite. Eles podem apoiar microbiota e equilíbrio gastrointestinal em estratégias complementares, mas diagnóstico e tratamento precisam de orientação adequada.
Probiótico pode ser usado junto com antibiótico?
Em muitos estudos, probióticos são avaliados junto a protocolos com antibióticos para H. pylori. Mas cepa, horário, duração e objetivo de uso devem ser definidos com orientação profissional.
Probióticos ajudam nos efeitos colaterais do tratamento de H. pylori?
Alguns estudos sugerem redução de efeitos adversos gastrointestinais associados aos protocolos de erradicação, como diarreia, náusea, vômito e constipação. A resposta depende da cepa, da dose, da duração e do contexto individual.
Qual probiótico é melhor para H. pylori?
Não existe um melhor universal. Estudos avaliam cepas específicas e combinações probióticas. Por isso, não é correto transferir o resultado de uma cepa para qualquer produto.
LGG ajuda em gastrite?
O LGG ATCC 53103 é uma cepa amplamente estudada em saúde gastrointestinal. Para gastrite e H. pylori, o mais correto é falar em suporte à microbiota, uso adjuvante e equilíbrio digestivo, não em promessa de tratamento.
Quem tem gastrite pode tomar probiótico?
Muitas pessoas podem usar probióticos, mas o uso deve considerar histórico, sintomas, medicamentos, imunidade, idade e orientação profissional. Em quadros persistentes, o primeiro passo é investigar a causa dos sintomas.
Probiótico substitui omeprazol ou antibiótico?
Não. Probióticos não substituem medicamentos prescritos para gastrite, refluxo ou H. pylori. Eles podem ser discutidos como suporte adjuvante em alguns contextos, mas não como troca de tratamento.
Depois de tratar H. pylori, precisa repetir exame?
Em muitos casos, o profissional pode solicitar teste de confirmação após o tratamento, respeitando o intervalo adequado. Essa decisão depende do protocolo, do histórico e da avaliação profissional.
Gastrite e refluxo são a mesma coisa?
Não. Gastrite envolve inflamação ou irritação da mucosa do estômago. Refluxo envolve retorno do conteúdo gástrico para o esôfago. Os sintomas podem parecer parecidos, mas a origem não é a mesma.
Barriga inchada depois de comer é sinal de H. pylori?
Não necessariamente. Pode ter relação com empachamento gástrico, gases, constipação, fermentação, alimentação, refluxo, dispepsia ou microbiota. O padrão dos sintomas ajuda a orientar a investigação.
H. pylori pode voltar?
Pode haver reinfecção ou falha de erradicação, dependendo do caso. Por isso, quando sintomas persistem ou retornam, a avaliação profissional é importante para decidir se há necessidade de novo exame.
Quando devo procurar orientação?
Procure avaliação se os sintomas forem persistentes, intensos, recorrentes ou acompanhados de sinais como perda de peso, vômitos persistentes, sangue, fezes escuras, anemia, dificuldade para engolir ou piora progressiva.
Conclusão
Gastrite e H. pylori podem estar associados a queimação, dor no estômago, náusea, arrotos, empachamento, sensação de estômago alto, má digestão e inchaço. Mas esses sintomas não fecham diagnóstico sozinhos, porque o sistema gastrointestinal é integrado e a mesma queixa pode ter várias causas.
Os estudos sobre probióticos em H. pylori são relevantes, mas precisam ser lidos com precisão. Probióticos não substituem o tratamento de erradicação quando ele é indicado; eles podem ser considerados como suporte adjuvante em alguns protocolos, principalmente pela relação com microbiota, tolerabilidade digestiva e redução de alguns efeitos adversos associados ao uso de antibióticos.
Referências
American College of Gastroenterology. ACG Clinical Guideline: Treatment of Helicobacter pylori Infection. American Journal of Gastroenterology, 2024.
Chey, W. D. et al. ACG Clinical Guideline: Treatment of Helicobacter pylori Infection. American Journal of Gastroenterology, 2024.
Malfertheiner, P. et al. Management of Helicobacter pylori infection: the Maastricht VI/Florence consensus report. Gut, 2022.
National Center for Complementary and Integrative Health. Probiotics: Usefulness and Safety. NCCIH, 2024.
National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases. Gastritis & Gastropathy. NIDDK.
National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases. Symptoms & Causes of Gastritis & Gastropathy. NIDDK.
NICE. Gastro-oesophageal reflux disease and dyspepsia in adults: investigation and management. Clinical guideline CG184, 2014.
World Gastroenterology Organisation. Helicobacter pylori guideline. WGO Practice Guideline, 2021.
Yang, Z. et al. The effects of probiotics supplementation on Helicobacter pylori standard treatment: an umbrella review of systematic reviews with meta-analyses. Scientific Reports, 2024.
Zhang, M. M. et al. Probiotics in Helicobacter pylori eradication therapy: a systematic review and meta-analysis. World Journal of Gastroenterology, 2015.